o disco solo do brandon flowers nunca me despertou expectativas. muito pelo contrário, de verdade. acho the killers uma das melhores bandas de rock da última década, se não a melhor! e é a que faz o melhor som moderno dos anos 70 e 80. bem, você pode discordar, mas é minha opinião. e, também acho que lançar um cd solo não foi uma boa idéia.
brandon tem sorte por ter uma voz marcante, na verdade, sua voz é bem mais marcante que sua imagem que, convenhamos, ultimamente tá bem esquisita, o cara tá super magro e mais estranho do que quando usava maquiagens, mas isso é assunto para outro post. vamos a primeira parte da análise de flamingo, seu álbum solo.
faixa 01 – welcome to fabulous las vegas
quem já visitou, tem fascínio (como eu) ou leu sobre a fabulosa cidade plantada no meio do deserto de nevada - eua, vai se identificar com essa música. é uma descrição perfeita de quem conhece as fírulas de blackjack, luzes neon, dinheiro, charme, sexo, construções fascinantes, pôr-do-sol e pessoas animadas da cidade que nunca dorme. a canção veio a calhar por eu estar lendo “medo e delírio em las vegas” escrito pelo pai do jornalismo gonzo (hunter s. thompson). ler o livro enquanto ouço essa música é quase como estar em um cadillac branco, conversível, cruzando a paradise com o som nas alturas.
faixa 02 – only the young
o começo da música tem um teclado mórbido que não me agrada (mesmo!) mas quando entra a batidinha, que se intensifica no refrão, a melodia se torna muito agradavél. o que me incomoda nessa música (acredite, eu nunca me imaginei dizendo isso) é o sintetizador! não o que permanece na maior parte da música mas um que entra após o segundo refrão com mais alguns efeitos, muito chato mesmo. e dá pra ouvir o “pã” do brandon no microfone quando ele fala “…caught up in the lie?“. e, minhas sinceras desculpas, mr. flowers, mas esse agudo de “há, há, há…” não é legal. mas preciso dizer que o efeito final de teclado simulando os equipamentos sendo desligados ficou sensacional.
faixa 03 – hard enough
que brega esse início com “oh,oh,oh,oh…” aliás, que música brega! apesar de apreciar e respeitar as músicas das décadas de 70 e 80, essa música parece ter sido feita numa fase não muito boa do toto (aquele de ‘i’ll be over you‘).
teclado é uma coisa muito delicada pra mim. ele pode me fazer amar ou desgostar de uma música numa fração de segundos. e sem delongas, teclado, bateria… tudo muito brega! e o que é essa segunda voz feminina? não, não é ciúmes, nem falta de costume (já que só escuto backing vocals masculinos com os killers) mas, às vezes, a voz dela fica muito marcante e chega a esconder a do brandon. enfim, prefiro vocais masculinos.
confesso que, de início, cheguei a pensar que essa seria uma “dustland fairytale” mas… fazendo jus ao seu título e letra, essa canção é “hard enough for me”.
faixa 04 – jilted lovers and broken hearts
what the fuck, brandon? “há, há, há…” de novo? que insistência em suspirar com gemidos é essa? foi a primeira coisa que pensei quando a música começou no meu mp4. mas essa foi uma das canções que mais me surpreendeu no flamingo. sim! brandon quase voltou ao the killers aqui. é a canção que mais parece com o som da banda! apesar do uso de frases feitas como “why did you roll your dice, show your cards?” essa é a salvação do disco. e, de longe, tem o melhor vocal, a melhor guitarra, a melhor bateria e o melhor sintetizador de todo o álbum.
faixa 05 – playing with fire
a letra e o vocal são intensos, afinal, brandon é um ótimo intérprete. isso é fato! já a melodia? humm… não sei o que falar dela. clima de motel, viola de bolero, guitarra de strip-tease. sei lá, meio “vamos musicar isso daqui”. ficou bem feijão com arroz, sem sal. aí no final ele tenta dar um efeito de guitarra, eu creio, que, na boa, provoca minha enxaqueca. é o tipo de canção que me faz dizer “você já foi melhor, mr. flowers”.
faixa 06 – was it something i said?
paquitas? é… foi a primeira impressão que tive ao ouvir a introdução dessa música. brandon, brandon… a musiquinha é legal, a historinha é legal e, tudo muito legal, no final não ficou legal. acho que combina bem mais com o westlife em um clipe tipo “uptown girl“. para um ringtone também combina. ou, vai ver, brandon ouviu tanto ”was it something i said?“ do omd (orchestral manoeuvres in the dark) que resolveu criar sua versão própria.
faixa 07 – magdalena
sonzinho anos 80, meio the cure. legal! a música não é ruim, mas também não é boa. com a ressalva de algumas faixas do cd, magdalena é só mais uma canção que viraria trilha sonora de um filme da sessão da tarde. sabe aquelas cenas nas quais sol está se pondo equanto alguém cruza a estrada? pra isso, ela é perfeita!
[continua...]