[voz] jack savoretti

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hoje entrei no spotify, como de praxe, para ouvir minhas playlists e no cantinho da tela apareceu “se você ouviu jonh mayer, você vai gostar de jack savoretti”.

batata! dei o play.

e surpreendentemente amei a música. amei a voz. amei o estilo.

ouvi o disco quase todo, me apaixonei pela primeira faixa not wothy. e quando assisti ao clipe de breaking the rules, me dei conta que eu não me encantava assim com uma voz desde que conheci o excelente ray lamontagne.

quase um ano depois do meu último post, precisava vim aqui compartilhar isso. 🙂

ouçam! folk é vida!

[música] home – phillip phillips

carinha de chris martin, voz e estilo de mumford & sons foi assim que ‘classifiquei’ phillip phillips na primeira vez que o vi. participante (e vencedor!) da 11ª temporada do american idol, o rapaz acaba de lançar seu primeiro clipe, com uma ótima fotografia – diga-se de passagem – e o estilo folk que tanto me encanta. e, veja só, a canção é a mesma que lhe garantiu a vitória em um dos maiores programas de disputa musical no mundo. eu gostei, e você?

confira aqui a versão ao vivo: http://www.youtube.com/watch?v=bfRya-P4ffk

[clipe] low rising – the swell season

falar de swell season é sempre difícil pra mim… geralmente os classifico como perfeitos e ponto! e se existe alguma palavra melhor para defini-los, eu desconheço.

faz um tempo que eu vi esse clipe e pensei em postá-lo no blog mas ainda não tinha sentido o feeling completo. hoje baixando umas novas músicas pro computador, me deparei com ‘low rising’, resolvi então re-ver o clipe e lá veio o feeling.

  • sobre a letra? direta, verdadeira e cortante!
  • sobre o clipe? simples e expressivo! e que baita fotografia, senhoras e senhores!
  • sobre a melodia? não haveira melhor arranjo.
  • sobre a interpretação? glan hansard (que já citei por aqui) tem um domínio de expressão fantástico e a doçura da marketa irglova é demasiadamente encantadora.

como não gostar?

[música] neil young

“long may you run” – frase do msn de um amigo virtual que fiz numa época na qual podíamos confiar em alguém virtualmente, e que chamou minha atenção.
obviamente ‘googlei’ a frase e achei uma música, e logo descobri que era um dos clássico de neil young.
voz, violão e gaita… ah, como isso é bom! e se for acompanhado de uma boa letra: perfeito!
é disso que eu falou quando escrevo sobre o tal glamurous indiefolkrockandroll.
a música foi tocada na abertura das olímpiadas de inverno de 2010, em vancouver. mas eu não tinha visto, nem sequer havia escutado.
a canção fala de lembranças e de mudanças. com uma letra tranquila e melodia deliciosa para ouvir viajando, lendo ou até mesmo para embalar um sono da tarde.
 
neil é canadense mas firmou carreira nos eua, o sucesso veio por volta dos anos 60 e 70. chegou a fazer parte de algumas bandas de rock, e também seguiu carreira solo. tornou-se uma lenda do rock, mas é percebível o tom folk e country em suas canções.
 
com a belíssima apresentação feita recentemente (fevereiro de 2010) no canadá, neil provou que música boa nunca se tornará uma música velha, mas sim um clássico.

[música] ray lamontagne

sempre acontece assim… ligo o rádio (ou a tv) e o som do novo me atrai. estava numa viagem de joão pessoa à recife quando ouvi uma versão interessantíssima de ‘crazy’ do gnarls barkley. se eu já achava a música boa, nessa versão achei totalmente excelente! mas como sempre acontece (também!) o locutor não anunciou quem estava cantado… então, eu com meu (bendito) vício fui a procura dos autores da versão e acabei achando outras versões. o que foi muito bom! descobri que a versão que curti durante a viagem é de uma banda conhecida minha ‘the kooks’, baixei e tal, mas não me contentei. fui ouvir as outras versões e me deparei com o nome ‘ray lamontagne’, logo pensei ‘com um nome desse, deve ser bom o negócio’, baixei o cd completo do cara e… eureka! se isso não é boa música, definitivamente perdi meu bom senso para tal.
 
na primeira vez que ouvi o cd foi mais ou menso assim: faixa01: ‘nossa! que bom de ouvir’; faixa 02 ‘ah, essa é melhor!’; faixa 03: ‘nossa! essa é muito boa’; faixa 04: ‘e essa…que super!’; etc; etc. até hoje ouço uma música esperando que a outra comece mas não querendo que a que eu estou ouvindo acabe (deu pra sacar?).
 
a voz do lamontagne é deliciosa de ouvir, os instrumentos casam harmonicamente, violão, gaita, bateria, trompetes, piano… vale muito a pena ouvir!
 
coisa boa também é a história desse cara, ex-capinteiro que só descobriu a vocação pra música na sua maturidade. mas como nunca é tarde pra se fazer o que tem vontade, ele nos presenteou com essa maravilha que é seu som.
 
engajado com a música desde 1999, o cara só ganhou a mídia com ‘how come’, quarta faixa de seu primeiro cd que entrou na trilha sonora de ‘o diabo veste prada’.
 
tímido, mal interage com o público, com shows quase sempre escuros e sem muitos clipes na bagagem, ray lamontagne é particularmente conhecido por sua voz rouca e afinada, e lançou seu terceiro cd ‘gossip in the grain’ (o que eu baixei!!) em 2008.
 
pra sentir o gostinho, saca o som da minha música favorita desse talentoso barbudo ‘you are the best thing’:
 

[música] say it to me now – glen hansard

cabelos ruivos cacheados e pelos tímidos na barba. simply red? não com essa simplicidade. =)

violão velho e surrado e uma explosão de emoção na garganta. eis, o irlandês, glen hansard.

quem assistiu o filme “once” sabe do que tou falando. mas o assunto agora não é o filme, não vamos confundir isso aqui. a dica é uma música que, não coincidentemente, é cantada pelo glen e faz parte da trilha sonora de “once”, no qual ele e sua parceira marketa irglova dão um show de performance, tanto atuando quanto cantando, tocando, etc.

acho que não é preciso descrever muito sobre essa canção que pede verdade nas palavras e nos olhos da pessoa que a inspirou. e essa performance acústica, no vídeo, foi a melhor que já vi dentre os novos talentos que tem despontado na última década. simples e emocionante, dá pra sentir cada palavra saindo do coração para unir-se a belíssima melodia.

glen é é músico, compositor e ator, vocalista e guitarrista da banda de rock irlandesa “the frames”.

[música] mumford & sons

em uma breve passagem pelo orkut, reparei que uma colega de universidade, que prezo muito, tinha entrado numa comunidade chamada “mumford & sons”. quase que repentinamente, clickei no link e comecei a ler sobre esses quatro rapazes que juntos formam uma banda inglesa com som indie-folk. daí, comecei a buscar mais informações e, enquanto isso, claro, ouví-los.

bastou uma música para ganharem vaga na minha playlist: white blank page.

tudo começa com um sonzinho acústico, dedilhado num violão, e as batidas da melodia vão surpreendendo aos poucos, a medida em que os demais instrumentos vão sendo incluídos, aumentando a carga de emoção na interpretação dos rapazes.

o vocalista, marcus mumford, consegue sabiamente expressar todo o sentimento que a canção descreve em sua letra e sua voz combina com a emoção de cada acorde.

a música fala de sinceridade e respeito pela pessoa amada. e é tão envolvente ao ponto de ao terminar de escutá-la você só querer um repeat. e, sem dúvida, o clímax é quando após aquele “ahhhahh(s) lead my to the truth and I will follow you with my whole life” os instrumentos aceleram intensamente o compasso da batida e de repente… mansidão: s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l!!!

perfeita para a trilha sonora de filmes alternativos como “into the wild”, “once” ou “away we go”.

a banda trás uma combinação perfeita de violão, banjo, bandolin, contra-baixo, acordeon, além de teclados, bateria, guitarra, e tudo o que uma banda tem direito.

formada em 2007, “mumford & sons” tiveram seu primeiro e, até então, único cd (sigh no more) lançado em 2009, selado pela island records.

vale lembrar que, apesar do nome, os outros membros da banda (country winston, ted dwayne e ben lovett) não são filhos do marcus mumford. =)

no youtube: http://www.youtube.com/user/MumfordandSons

no myspace: http://www.myspace.com/mumfordandsons