[voz] calleb followill

caleb followill, vocalista de kings of leon

caleb followill, vocalista de kings of leon

hoje eu não vou falar de um cd, mas sim de uma voz: calleb followill.

seria uma baita sacanagem da minha parte discorrer aqui apenas sobre o cd que eu considero como favorito. explico o por quê: only by the night é o único álbum da banda que eu ouço com frequência. e já ouvi muita gente falar que ele, de longe, não era o melhor dos rapazes…

quem já leu algo aqui no blog, principalmente se for sobre um álbum específico, sabe que eu gosto de prestar atenção nos detalhes. não sou formada em música, não sei cantar, muito menos tocar algum instrumento. mas cresci numa casa onde música despertava e nos fazia dormir.

voltemos ao foco.

ontem a noite, vi um trecho de um programa na tv, onde os garotos do kings of leon falavam a história de suas canções de grande sucesso e depois as tocavam. hoje, voltei do trabalho ouvindo o only by the night que, sabe-se lá porque, nunca sai do meu mp3.

sentindo faixa por faixa embalar meu longo trajeto pra casa, pude observar o que me encanta na voz do caleb followill: o curioso percurso que ele faz de uma voz preguiçosa e rouca de quem acabou de acordar para o grito de histeria! isso me encanta e me faz pedir bis em diversas canções.

não posso deixar de citar aqui que onde a voz quer vacilar, chega a falhar… mas volta com tanta força quanto foi… é uma das facetas que mais marcam e deixam sua voz inconfundível e deliciosa de ouvir. e o melhor, mostra que ele sabe o que faz com o que tem.

se você não costuma ouvir kings of leon, devia começar. não é difícil se apaixonar pelo que é bom.

minha dica pra começar é:

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[música] no sound for you – tallhart

estava eu procurando fotos de uma (outra) banda em um site profissional quando me deparei com a foto do vocalista dessa banda. não fazendo idéia do que se tratava o som, resolvi cascavilhar o que tinha deles no spotify e eis que me surpreendo com a qualidade vocal e instrumental desses rapazes. procurei informações sobre eles na wikipédia, videoclipes, etc… mas tudo o que eu achei foi amador e/ou seu site oficial e sua fan page no facebook. o estilo é comum mas chega a ser um pouco diferente das bandas indies que já ouvi por aí. quem ouvir ‘drunk kids‘ pode assemelhar alguns trechos da música ao som do the killers. mas vale a pena dar uma conferida no som deles. dentre as canções que ouvi ‘8th and electric‘ foi a favorita, como não achei link de vídeo para ela, a pedida de hoje é ‘no sound for you‘.

ouçam e me contem o que acharam. 😉

[clipe] low rising – the swell season

falar de swell season é sempre difícil pra mim… geralmente os classifico como perfeitos e ponto! e se existe alguma palavra melhor para defini-los, eu desconheço.

faz um tempo que eu vi esse clipe e pensei em postá-lo no blog mas ainda não tinha sentido o feeling completo. hoje baixando umas novas músicas pro computador, me deparei com ‘low rising’, resolvi então re-ver o clipe e lá veio o feeling.

  • sobre a letra? direta, verdadeira e cortante!
  • sobre o clipe? simples e expressivo! e que baita fotografia, senhoras e senhores!
  • sobre a melodia? não haveira melhor arranjo.
  • sobre a interpretação? glan hansard (que já citei por aqui) tem um domínio de expressão fantástico e a doçura da marketa irglova é demasiadamente encantadora.

como não gostar?

[álbum] flamingo – brandon flowers

 

 

 

 

 

 

 

 

[…continuação]

vamos a segunda parte da análise de flamingo.

faixa 08 – crossfire

o que posso falar de crossfire que já não tenham falado? primeira música que vazou na net, primeiro single, já virou hit, tá nas paradas de sucesso. a música é boa, gruda na cabeça. viciei assim que ouvi pela primeira vez, ouvia tipo 20 vezes por dia (no mínimo!) e quando parava de ouvir me pegava cantarolando “lay your body down, lay your body down, lay your body down…” . o início da música parece meio que uma trilha sonora para alguém que acabou de descer no aeroporto e está pronto pra vegas. belo vocal do brandon, a bateria é muito boa quase não sinto falta do ronnie vanucci aqui (quase!) e a pegada da guitarra é bem contagiante, fico só imaginando se ela fosse feita pelo dave keuning!

faixa 09 – on the floor

sinceramente, não sei o que achei dessa música. eu não gosto de músicas nesse estilo, mais voz do que instrumental. e ainda mais com um vocal forte como o do brandon. pra você ter uma idéia, nunca gostei dos acústicos feitos pelo the killers, mas de qualquer forma, eu acho que ele atingiu o objetivo pretendido, a letra é meio que uma reflexão e a melodia veio a calhar. eu não gostei.

faixa 10 – swallow it

bem, com esse vocal do começo o mr. flowers conseguiria duas coisas de mim: ou ele me colocaria pra dormir ou tiraria meu sono (se é que vocês me entedem). coisinha mais lullaby, brandon! a melodia é bacana, gostosa de ouvir. é uma das que vale o repeat.

faixa 11 – the clock was tickin’

muito bacana essa música. inovação, brandon! inocação é a palavra da vez aqui! eu me amarro demais em música country (a raiz, claro) e o mr. flowers não deixou nada a desejar nessa canção e, enfim, a backing vocal feminina fez um bom trabalho! no finalzinho, brandon dá mais um ar the killers e foge um pouco da empolgação do ritmo inicial, mas, logo depois, ele retoma a pegada country com classe. muito, muito charmosa a canção. fico aguardando um clipe de bang-bang aqui.

faixa 12 – jacksonville

a música começa meio eletro, tipo… “começo de night na balada” e não se espante se você lembrar de macarena quando entrarem os sintetizadores! a música toma um cenário eletropop num estilo “where the white boys dance” (uma das menos conhecidas que mais gosto). os killers já tem tomado um rumo meio pop há algum tempo. na verdade, eu sou meio confusa quanto a proposta glamurous-indie-pop-eltro-rockandroll com toques de freddie mercury e david bowie (mais uma vez isso é assunto para outro post, voltemos aos foco). jacksonville é bacana sim, mas nada demais. a não ser que você vá a fundo e descubra o porque brandon quis descrever esses fatos nessa cidade da flórida – eua.

faixa 13 – i came here to get over you

mais uma feijão com arroz, aqui com um pouquinho de tempero. i came here to get over you é mais uma que entraria numa boa num álbum dos matadores. só duas coisas me incomodaram e eu preciso falar: 1- pra quê essa paradinha com “i came here to get, i came here to get, i came here to get over you” ? 2 – o final da uma impressão de que a bateria do mp4 acabou.

faixa 14 – right behind you

que delícia de sintetizadores, mr. flowers! posso dizer que brandon conseguiu fechar o cd com chave de ouro. right behind you me lembrou os sintetizadores usados no cover que os matadores fizeram pra shadow play do joy division. guitarrinha insana no final e backing vocals muito bem colocados. confesso até que gostei do “háaa, háaa..” gemido dessa vez, mas tenho minhas dúvidas se ele é do brandon ou daquela bendita backing vocal feminina.

no mais, o álgum é uma viagem a fabulosa las vegas e suas adjacências. por ser uma admiradora da cidade e do brandon, curti! mas, sinceramente, espero que o brandon acabe logo essa turnê e volte a trabalhar com os killers. a banda é boa como é: solos insanos na guitarra de dave keuning, baixo marcante com mark stoermer, a deliciosa intimidade que o ronnie vannuci tem com a bateria, e os vocais, baixo, piano e sintetizadores de um dos melhores frontmen que já vi no rock ‘n roll na última década, brandon flowers.

e pelo glamurous indie rock ‘n roll, matadores, voltem a fazer o que faziam em “hot fuss” e “sam’s town“!!

baixe flamingo aqui e me diga que tal!

[álbum] flamingo – brandon flowers

o disco solo do brandon flowers nunca me despertou expectativas. muito pelo contrário, de verdade. acho the killers uma das melhores bandas de rock da última década, se não a melhor! e é a que faz o melhor som moderno dos anos 70 e 80. bem, você pode discordar, mas é minha opinião. e, também acho que lançar um cd solo não foi uma boa idéia.

brandon tem sorte por ter uma voz marcante, na verdade, sua voz é bem mais marcante que sua imagem que, convenhamos, ultimamente tá bem esquisita, o cara tá super magro e mais estranho do que quando usava maquiagens, mas isso é assunto para outro post. vamos a primeira parte da análise de flamingo, seu álbum solo.

faixa 01 – welcome to fabulous las vegas

quem já visitou, tem fascínio (como eu) ou leu sobre a fabulosa cidade plantada no meio do deserto de nevada – eua, vai se identificar com essa música. é uma descrição perfeita de quem conhece as fírulas de blackjack, luzes neon, dinheiro, charme, sexo, construções fascinantes, pôr-do-sol e pessoas animadas da cidade que nunca dorme. a canção veio a calhar por eu estar lendo “medo e delírio em las vegas” escrito pelo pai do jornalismo gonzo (hunter s. thompson). ler o livro enquanto ouço essa música é quase como estar em um cadillac branco, conversível, cruzando a paradise com o som nas alturas.

faixa 02 – only the young

o começo da música tem um teclado mórbido que não me agrada (mesmo!) mas quando entra a batidinha, que se intensifica no refrão, a melodia se torna muito agradavél. o que me incomoda nessa música (acredite, eu nunca me imaginei dizendo isso) é o sintetizador! não o que permanece na maior parte da música mas um que entra após o segundo refrão com mais alguns efeitos, muito chato mesmo. e dá pra ouvir o “pã” do brandon no microfone quando ele fala “…caught up in the lie?“. e, minhas sinceras desculpas, mr. flowers, mas esse agudo de  “há, há, há…” não é legal. mas preciso dizer que o efeito final de teclado simulando os equipamentos sendo desligados ficou sensacional.

faixa 03 – hard enough

que brega esse início com “oh,oh,oh,oh…” aliás, que música brega! apesar de apreciar e respeitar as músicas das décadas de 70 e 80, essa música parece ter sido feita numa fase não muito boa do toto (aquele de ‘i’ll be over you‘).

teclado é uma coisa muito delicada pra mim. ele pode me fazer amar ou desgostar de uma música numa fração de segundos. e sem delongas, teclado, bateria… tudo muito brega! e o que é essa segunda voz feminina? não, não é ciúmes, nem falta de costume (já que só escuto backing vocals masculinos com os killers) mas, às vezes, a voz dela fica muito marcante e chega a esconder a do brandon. enfim, prefiro vocais masculinos.

confesso que, de início, cheguei a pensar que essa seria uma “dustland fairytale” mas… fazendo jus ao seu título e letra, essa canção é “hard enough for me”.

faixa 04 – jilted lovers and broken hearts

what the fuck, brandon? “há, há, há…” de novo? que insistência em suspirar com gemidos é essa? foi a primeira coisa que pensei quando a música começou no meu mp4. mas essa foi uma das canções que mais me surpreendeu no flamingo. sim! brandon quase voltou ao the killers aqui. é a canção que mais parece com o som da banda! apesar do uso de frases feitas como “why did you roll your dice, show your cards?” essa é a salvação do disco. e, de longe, tem o melhor vocal, a melhor guitarra, a melhor bateria e o melhor sintetizador de todo o álbum.

faixa 05 – playing with fire

a letra e o vocal são intensos, afinal, brandon é um ótimo intérprete. isso é fato! já a melodia? humm… não sei o que falar dela. clima de motel, viola de bolero, guitarra de strip-tease. sei lá, meio “vamos musicar isso daqui”. ficou bem feijão com arroz, sem sal. aí no final ele tenta dar um efeito de guitarra, eu creio, que, na boa, provoca minha enxaqueca. é o tipo de canção que me faz dizer “você já foi melhor, mr. flowers”.

faixa 06 – was it something i said?

paquitas? é… foi a primeira impressão que tive ao ouvir a introdução dessa música. brandon, brandon… a musiquinha é legal, a historinha é legal e, tudo muito legal, no final não ficou legal. acho que combina bem mais com o westlife em um clipe tipo “uptown girl“. para um ringtone também combina. ou, vai ver, brandon ouviu tanto “was it something i said?” do omd (orchestral manoeuvres in the dark) que resolveu criar sua versão própria.

faixa 07 – magdalena

sonzinho anos 80, meio the cure. legal! a música não é ruim, mas também não é boa. com a ressalva de algumas faixas do cd, magdalena é só mais uma canção que viraria trilha sonora de um filme da sessão da tarde. sabe aquelas cenas nas quais sol está se pondo equanto alguém cruza a estrada? pra isso, ela é perfeita!

[continua…]

[música] hanson

olha só quem encarou a onda das dancinhas… é o trio dos irmãos hanson.
 
eu não nego que sempre botei fé no som dos rapazes, mesmo quando tinham cabelos longos e pareciam meninas.
convenhamos que eles eram muito novinhos e o pop tava mandando ver na década de 90, época em que eles começaram a aparecer na mídia.
‘mmm bop tomou conta das rádios e os garotinhos loiros invadiram a cena musical.
passaram um bom tempo fora da mídia, voltaram com cd novo, sumiram de novo, voltaram de novo… e nesse meio tempo, deu para notar a evolução das melodias, letras e qualidade da banda.
 
eles voltam agora em 2010 com o single thinkin ‘bout somethin’ – do álbum shout it out – que tem uma pegada de jazz muito boa, mas que não tira a batida pop que foi o berço dos garotos.
 
o clipe novo é animado, colorido e criativo.
 
eu curti. e vocês, topam arriscar uns passinhos de twist?

[música] the magic numbers

quatro pessoas.
dois casais.
duas mulheres afinadas.
dois cabeludos barbudos.
calças boca-sino.
e muito estilo.
 
a soma disso tudo seria abba, certo?
errado!
 
tou falando de uma banda mais recente, mas que não fica atrás no talento (não mesmo!).
 
the magic numbers, banda londrina que surgiu em 2002, mas só lançou seu primeiro cd, cujo título é o próprio nome da banda, em 2005.
não demorou muito para os números mágicos serem reconhecidos no cenário indie com o single ‘forever lost’.
mas o talento não parou por aí. se o primeiro cd foi bom, o segundo “those the brokes” (2006) firmou que a banda não seria só mais uma modinha passageira.
recentemente (2010), foi lançado o terceiro cd da banda “the runaways” e mais uma vez… sucesso!
se esse quarteto tem uma coisa, essa coisa é talento.
belas vozes, belos rostos, belo engajamento, ótimos músicos, ótimas melodias e corpinhos acima do peso – só pra fazer a diferença.
a estética não conta aqui, parece que eles se preocupam mesmo com o importante: música de alta qualidade! (fica dica!)
 
a minha favorita é a simpática  “i see you, you see me”
ouçam, e me digam que tal?!