[entrevista] gandharva

no próximo sábado (30/10), o espaço mundo recebe, pela segunda vez, os pernambucanos da banda gandharva. eu (@maisacachos) bati um papo com o @diogoapontes (vocal e guitarra). confere aí!

 gandharva não é uma palavra que ouvimos por aí, de como surgiu a idéia desse nome pra banda?

 onome da banda surgiu de um livro que iuri (vocal e guitarra) tinha na época, sobre religiões e coisas místicas e tal. daí iuri viu o nome “gandharva” e curtiu o significado. os gandharvas são anjos músicos que tocam para encantar os homens e os deuses, de acordo com a cultura bramânica, uma casta da índia. justamente o que nós almejávamos na época. conquistar o mundo todo. encantar as pessoas com as nossas músicas

 e acham que estão conseguindo?

 o nosso grande objetivo não é mais conquistar o mundo e, sim, fazer um trabalho relevante musicalmente falando. acho que a nossa maior satisfação é conquistar individualmente as pessoas, um por um, e isso vem acontecendo a medida que a banda aparece mais para o público.

 vocês estão produzindo o segundo ep da banda, é isso?

 na verdade, o “NINE” é o segundo ep da banda. o que vamos lançar já é o terceiro. chamado “BORN TO DESTROY”, que está sendo produzido pelo mesmo pessoal que trabalhou conosco no NINE.

 então isso quer dizer que eu desconheço o primeiro (too bad). o que pode nos falar sobre ele?

 o nosso primeiro ep é o “BAZOOKA”. é um ep que equivale para nós a uma demo de uma banda ainda em formação. nesse ep ainda não tinhamos um entrosamento bom em termos de composição, por exemplo. Aos interessados, ele pode ser baixado no hominis canidae, um blog com vários discos de bandas independentes brasileiras. inclusive, três dessas músicas estão no nosso myspace junto com as três do “NINE”.

 o que você sente que tem mudado do início da banda (2008) pra cá? falo em termos tanto de integrantes quanto de som. já dá pra sentir um amadurecimento do trabalho?

 os únicos integrantes que estão na banda desde o começo são eu e iuri. felipe (baixo) e thiago (bateria) entraram posteriormente. com certeza houve um amadurecimento gradual no nosso som. antigamente as influências do grunge eram muito mais presentes nas nossas músicas. Atualmente, acho que abrimos mais o leque de referências e passamos a perseguir um som nosso, característico da nossa banda. com certeza, quem escuta os nossos eps pode perceber uma evolução, em termos de composição, muito grande. esperamos manter esse passo e chegar ainda mais longe musicalmente falando.

 seguindo essa linha de influências, quais bandas dão um combustível de inspiração pra vocês? tanto na questão de qualidade do som como em questão de ícones, personalidades que inspiram no palco.

 nós sempre falamos que procuramos fazer um trabalho desprovido de influências. mas de qualquer maneira, de tantas coisas que nós ouvimos desde a adolescência, algumas marcaram muito a nossa estrada. eu diria que o nirvana, foo fighters e queens of the stone age, essas bandas são a tríplice do rock para nós, a base fundamental da banda. mas atualmente eu percebo influências de bandas mais clássicas como the who, beatles e rolling stones. estamos naturalmente migrando para um tipo de hard rock mais clássico. tudo o que não queremos é deixar que as nossas influências se tornem presentes demais no nosso som.
no palco a nossa inspiração é o rock’n’roll de forma geral. acho que o rock traduz uma atitude, um gestual característico mesmo, e isso nos inspira muito. somos tímidos, mas corajosos ao mesmo tempo. às vezes nossos shows se transformam num stand-up comedy do rock porque gostamos muito de brincar e falar besteira. enfim, não existe um padrão seguido por nós, mas sim uma vontade grande de detonar tudo sempre.

 quem compõe?

 eu e iuri somos os compositores da banda. ainda temos algumas parcerias com luiz fernando, ex-baixista da banda.

 sempre em inglês, né?

 sim, inglês foi a língua que escolhemos por se adaptar melhor ao tipo de som que queríamos fazer. iuri e eu temos projetos paralelos, solo, nos quais cantamos em português. mas no gandharva, achamos melhor cantar em inglês.

 e como o público reage a isso?

 bom, temos consciência que isso pode nos afastar do público. mas nos guiamos pelo fato de fazermos o que nós realmente gostamos e apostamos muito nas melodias que fazemos para superar esse obstáculo da língua.

 todos da banda vivem de música?

 eu e iuri vivemos disso, de fazer música, de produzir, de movimentar isso. thiago tem o trabalho dele, é formado em ciências da computação. felipe trabalha com design. eu fazia arquitetura mas tranquei o curso pra me dedicar a banda.

onde vocês tem tocado em recife?

 recentemente,  no uk pub, no N.A.V.E., no pátio de são pedro, no quintal do lima… recife é a nossa cidade e nós queremos tocar em todos os lugares possíveis.

vamos voltar a falar sobre o ep. a previsão de lançamento é novembro, certo?

 isso. de novembro não passa! eu espero! estamos trabalhando agora em toda a parte gráfica do ep. camisas, adesivos e tudo mais para levantar uma grana pra banda. daí faremos uma tiragem maior do ep. esse terá seis músicas, e será, sem dúvida, um grande ep. a melhor coisa que já fizemos em nossas vidas. o nosso filho predileto.

 estão planejando uma turnê?

 sim, sim, sim!!! estamos planejando lançar o ep e cair na estrada. vamos tocar em joão pessoa e campina grande como uma espécie de prévia do lançamento do nosso ep. queremos organizar uma grande tour para divulgar esse trabalho. estamos nos movimentando para que isso aconteça.

 essa é a segunda vez que vocês vem à joão pessoa, que impressão vocês tiveram no primeiro show na cidade?

 na outra vez tocamos (espaço mundo, 12/10) foi bem legal. apesar de público não ter comparecido de forma intensa, quem estava lá fez valer o show. nós ficamos muito felizes de tocar aí, conhecemos uma galera muito antenada em tudo da música independente brasileira e o público foi muito carinhoso conosco.

 uma coisa que acho maneira na banda é que estamos numa era totalmente ‘online’ e vcs são bem antenados nisso. estão sempre atualizando twitter, fazendo twitcam, vídeos no youtube, fora o myspace que tá bem completinho.

 com certeza. estamos muito conectados no que rola na internet. sempre procuramos divulgar as nossas atividades para o público via internet. é importante para nós manter essa relação muito próxima, muito íntima, e a forma mais rápida e eficiente de fazermos isso é via internet.

 quem alimenta essas mídias de vocês? é a própria banda que mete a mão nas teclas?

 na verdade, quem faz a alimentação de tudo o que tem nosso na internet somos nós mesmos. dá pra fazer, sem problemas, e de certa forma, apesar de trabalhoso, é uma coisa que nos dá prazer, ter esse feedback virtual.

 bom, pra conhecer melhor vocês acho que só prestigiando um show, né? nos diga o que joão pessoa pode esperar para o show do dia 30.

 com certeza o público paraibano pode esperar um show de rock cheio de energia, bem alto, pra cima. não aliviamos no nosso som e vai ser uma apresentação bem intensa! estamos trabalhando duro para fazer um show muito bom pra vocês, com algumas surpresas! vamos tocar as músicas de todos os nossos eps, inclusive do novo. vai ser do caralho.

sentiram o que vem por aí, né? a banda gandharva é composta por diogo pontes (guitarra e voz), iuri brainer (guitarra e voz), thiago alves (bateria) e felipe marenas (baixo). para mais informações e aquecimento pro show, visite-os!

no myspace: http://www.myspace.com/gandharvaofficial

no twitter: @gandharvalog

no youtube: http://www.youtube.com/user/diogoapontes

no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3430793561214748856

no facebook: http://www.facebook.com/maisa.cachos#!/pages/Gandharva/78014424624

crédito das fotos: luiza andrada.

[música] narciso nada

é com muito prazer que falo aqui sobre essa banda e divulgo (com orgulho!) que foi a primeira a me enviar material para análise!

e que bom que fizeram isso!

a primeira música que ouvi da narciso nada foi “necessidade”, não pude deixar de comparar o vocal com o do andré do móveis coloniais de acaju, e no decorrer da música eu consegui achar um pouco de mombojó com charme chulo. um grande mix das boas bandas independentes que conheço!

logo depois, eu ouvi a canção “partida” e continuei me encantando com os garotos. nela eu já consegui sentir um pouco mais da influência do rock dos anos 80, algo meio lobão (que coincidentemente eu também consigo achar em algumas músicas do móveis).

apesar de achar pequenas semelhanças entre a narciso nada e outras bandas do cenário independente atual, os caras tem um diferencial que eu não sei definir muito bem. não sei se é a grande mistura de ritmos que influenciam a banda (como samba dos anos 30, mpb e rock em toda sua grande variação) ou a intensidade de suas letras falando do que nos é cotidiano de uma forma direta e precisa.

o primeiro ep da banda saiu em 2007 e o segundo (já com nova formação) em 2009 com músicas igualmente fortes e interessantes. dá pra perceber que é uma banda relativamente nova mas que já mostra um grande potencial produtivo!

para ouvir e conhecer melhor os caras é só visitar os links a seguir. escuta e me diz que tal!

no myspace: http://www.myspace.com/narcisonada

no twitter: @narcisonada

no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13346058371983849833

página no facebook: http://www.facebook.com/pages/Narciso-Nada/129451133738024?v=wall

site oficial: http://www.narcisonada.com.br

download dos ep’s: http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/narciso_nada

[clipe] the pulse – the magic numbers

eu não poderia deixar de comentar sobre esse clipe. se você acompanha o blog, deve saber que já comentei por aqui sobre esse quarteto. e se vc não os conhece, (acredite!) não sabe o que está perdendo!

the pulse é o nome da música que embala o clipe com uma das melhores fotografias que eu já vi. a canção faz parte do novo projeto the runaway dos magic numbers.

as músicas dos numbers são sempre melódicas, cativantes e reflexivas, principalmente quando falam de amor. e esse parece ser o tema preferido da banda!

mas do que the pulse trata? das coisas que mais atingem os seres humanos:

  • a dúvida: “what is it to feel?”, “what makes you cry?”, “what makes you hurt?”, “am i one of you?
  • o medo: “i’m afraid to leave
  • o amor: “what is it to love?“, “i’m afraid to love

e do que o clipe trata? da coragem de enfrentar o desafio:

  • a cidade corre normalmente até que alguém percebe um homem atravessando os prédios numa corda bamba. um a um, os cidadãos vão parando e a pergunta ficar no ar: ele vai conseguir? por um instante parece que se mistura a torcida para que ele atinja o objetivo e o medo de que ele se espatife no chão. é angustiante a expectativa e as expressões em cada rosto. e no final? bom… ele desaparece! e cada expectador retoma seu rumo.

acho interessante como as pessoas gostam de observar os outros, esperar deles, torcer pela vitória ou derrota do outro e, logo, esquecer! não importa muito se você conseguiu ou não chegar lá. se desistiu, se venceu… pessoas vão se importar, pessoas não vão sem ligar. acontece assim com famílias, com amigos, com paixões, com ídolos, com heróis… os fatos passam, a vida continua. e o que a música tem a ver com isso tudo?

bem, o que te faz amar? o que te faz viver? o que te move? o que te fascina? o que faz clamar por amor? é o céu ou as estrelas lá em cima? do que você tem medo? o que você quer enfrentar? o que realmente vale a pena? somando essas respostas, encontramos o título da canção: the pulse (o pulso).

e eu te pergunto: o que te faz pulsar?

[show] sun rock music festival 2010

entre elogios e críticas nasce o maior festival de rock que o nordeste já viu. mas… maior em que sentido?

“houve o público esperado?”, “não houve erros?”, “deu pelo menos pra pagar as contas?”, “algumas bandas não tocaram, e aí?”. essas são só algumas das perguntas que especulam produção e qualquer alma viva que tenha trabalhado no backstage do festival. sendo eu uma dessas criaturas, expresso aqui minha opinião.

onde já se imaginou um festival desse tamanho em joão pessoa? cidade que, na maioria das vezes, sequer é incluída em turnês de grandes bandas. claro que o desafio seria grande! aconteceram problemas no sábado (11/09), sim aconteceram. mas vai dizer que o sonzera band não mostrou o talento que natal-rn tem pro rock ‘n roll? a apresentação foi curta, mas deu pra sentir o gostinho do que os caras tem pra dar. e o que dizer da cachorro grande? o show, definitivamente, me surpreendeu! achei o último cd dos caras meio estranho, com menos pegada de rock do que os dois primeiros, mas ao vivo os caras mostraram que eu estava completamente enganada! o rock gaúcho não vai sair deles, nunca! então chegamos a eles: scorpions! na boa? que show! que show! que iluminação, que delírio! e a participação do andreas kisser foi uma ótima surpresa, vai dizer! joão pessoa merecia uma noite ilustre dessas!

quanto ao domingo (12/09) eu gosto de dizer o seguinte: tudo o que aconteceu de tenso no sábado, foi corrigido no domingo fazendo desse o domingo mais heavy metal que a cidade já teve! sim, senhores! terra prima mostrou que pernambuco tem um enorme potencial para o estilo! e o show do matanza? incrível! pra mim, em particular, o melhor do domingo! a noite seguiu com children of the beast  e seu cover intenso do iron maiden. depois veio o clássico metal do angra e o peso do sepultura!

segundo o pronunciamento dos organizadores, no próprio domingo, as bandas unidade móvel e shok, pratas da casa, uma com toda a novidade e a outra com a tradição do rock paraíbano, não tocaram por motivos maiores! uma pena!

mas então respondo a pergunta feita no começo do post: em que sentido esse foi o maior festival de rock do nordeste?

os organizadores tiveram coragem de encarar os desafios propostos! nem tudo deu certo, nem tudo deu errado e muito foi aprendido!

parabéns a quem idealizou o festival, parabéns a quem trabalhou no festival e parabéns a quem fez o festival acontecer: o público que não deixou a peteca cair e mostrou que a paraíba tem sede de rock ‘n roll!

agora é ficar na torcida para que venha o sun rock music festival 2011!

[álbum] flamingo – brandon flowers

 

 

 

 

 

 

 

 

[…continuação]

vamos a segunda parte da análise de flamingo.

faixa 08 – crossfire

o que posso falar de crossfire que já não tenham falado? primeira música que vazou na net, primeiro single, já virou hit, tá nas paradas de sucesso. a música é boa, gruda na cabeça. viciei assim que ouvi pela primeira vez, ouvia tipo 20 vezes por dia (no mínimo!) e quando parava de ouvir me pegava cantarolando “lay your body down, lay your body down, lay your body down…” . o início da música parece meio que uma trilha sonora para alguém que acabou de descer no aeroporto e está pronto pra vegas. belo vocal do brandon, a bateria é muito boa quase não sinto falta do ronnie vanucci aqui (quase!) e a pegada da guitarra é bem contagiante, fico só imaginando se ela fosse feita pelo dave keuning!

faixa 09 – on the floor

sinceramente, não sei o que achei dessa música. eu não gosto de músicas nesse estilo, mais voz do que instrumental. e ainda mais com um vocal forte como o do brandon. pra você ter uma idéia, nunca gostei dos acústicos feitos pelo the killers, mas de qualquer forma, eu acho que ele atingiu o objetivo pretendido, a letra é meio que uma reflexão e a melodia veio a calhar. eu não gostei.

faixa 10 – swallow it

bem, com esse vocal do começo o mr. flowers conseguiria duas coisas de mim: ou ele me colocaria pra dormir ou tiraria meu sono (se é que vocês me entedem). coisinha mais lullaby, brandon! a melodia é bacana, gostosa de ouvir. é uma das que vale o repeat.

faixa 11 – the clock was tickin’

muito bacana essa música. inovação, brandon! inocação é a palavra da vez aqui! eu me amarro demais em música country (a raiz, claro) e o mr. flowers não deixou nada a desejar nessa canção e, enfim, a backing vocal feminina fez um bom trabalho! no finalzinho, brandon dá mais um ar the killers e foge um pouco da empolgação do ritmo inicial, mas, logo depois, ele retoma a pegada country com classe. muito, muito charmosa a canção. fico aguardando um clipe de bang-bang aqui.

faixa 12 – jacksonville

a música começa meio eletro, tipo… “começo de night na balada” e não se espante se você lembrar de macarena quando entrarem os sintetizadores! a música toma um cenário eletropop num estilo “where the white boys dance” (uma das menos conhecidas que mais gosto). os killers já tem tomado um rumo meio pop há algum tempo. na verdade, eu sou meio confusa quanto a proposta glamurous-indie-pop-eltro-rockandroll com toques de freddie mercury e david bowie (mais uma vez isso é assunto para outro post, voltemos aos foco). jacksonville é bacana sim, mas nada demais. a não ser que você vá a fundo e descubra o porque brandon quis descrever esses fatos nessa cidade da flórida – eua.

faixa 13 – i came here to get over you

mais uma feijão com arroz, aqui com um pouquinho de tempero. i came here to get over you é mais uma que entraria numa boa num álbum dos matadores. só duas coisas me incomodaram e eu preciso falar: 1- pra quê essa paradinha com “i came here to get, i came here to get, i came here to get over you” ? 2 – o final da uma impressão de que a bateria do mp4 acabou.

faixa 14 – right behind you

que delícia de sintetizadores, mr. flowers! posso dizer que brandon conseguiu fechar o cd com chave de ouro. right behind you me lembrou os sintetizadores usados no cover que os matadores fizeram pra shadow play do joy division. guitarrinha insana no final e backing vocals muito bem colocados. confesso até que gostei do “háaa, háaa..” gemido dessa vez, mas tenho minhas dúvidas se ele é do brandon ou daquela bendita backing vocal feminina.

no mais, o álgum é uma viagem a fabulosa las vegas e suas adjacências. por ser uma admiradora da cidade e do brandon, curti! mas, sinceramente, espero que o brandon acabe logo essa turnê e volte a trabalhar com os killers. a banda é boa como é: solos insanos na guitarra de dave keuning, baixo marcante com mark stoermer, a deliciosa intimidade que o ronnie vannuci tem com a bateria, e os vocais, baixo, piano e sintetizadores de um dos melhores frontmen que já vi no rock ‘n roll na última década, brandon flowers.

e pelo glamurous indie rock ‘n roll, matadores, voltem a fazer o que faziam em “hot fuss” e “sam’s town“!!

baixe flamingo aqui e me diga que tal!

[entrevista] samba rock clube recife

eles são carne nova no pedaço, recifenses que mandam ver no samba rock e fazem ótimas releituras do estilo (minha favorita é a de “ando meio desligado”). além disso, existem rumores de que a banda abrirá o próximo show dos los hermanos em recife no dia 15 de outubro.
eu usei as artimanhas da internet pra bater um papo com o videira, guitarrista da banda e o resultado é esse bate-papo abaixo.

Samba Rock Clube

porque montar uma banda com o estilo samba rock em recife?

gostamos do estilo e é gostoso de tocar, existem poucas bandas deste estilo aqui em recife, então decidimos montar.

quem são os integrantes, de onde são e qual a experiência de vocês no ramo musical?

  • luiz – vocalista – recife – toca na banda a praça daqui de recife e é músico desde seus 12 anos.
  • mateus – cavaco – recife – músico bastante conhecido entre nossos amigos, toca vários instrumentos e já tocou em varias bandas como a chão de lodo.
  • videira – guitarrista – recife – técnico em áudio, proprietário de um estúdio aqui em recife e já tocou com várias bandas como la garantia, mona lisa overdrive e participações em os ordinários.
  • pedrinho – baterista – recife – baterista novo, talentoso, que está conquistando seu espaço em recife, já tocou ou toca em bandas como bruno negaum e os incomuns, lula correianó na marra.
  • chico – baixista – recife – baixista da banda a praça, também técnico em áudio e sócio da salacinco produções aqui em recife.
  • edson faro – sax – recife – músico experiente já tocou ou toca em bandas como ska maria pastora e spok frevo orquestra.
  • marcinho oliveira – trompete – recife – talentoso trompetista que já tocou ou toca em bandas como zecafofinho e bande cine.
  • pedrinho – percussão – recife – percussionista novo e também muito talentoso, já tocou ou toca em bandas como ze boninabatcum.

os integrantes são os mesmos desde a formação?

sim, a banda tem pouco tempo de existência, mas boa parte já tocava junto em projetos separados.

qual a receptividade do público recifense à banda de vocês?

por enquanto tá sendo muito bom, agente vem recebendo muitos elogios.

e o repertório como é escolhido? são só covers ou já trabalham com músicas próprias?

mais releituras do que covers, mas nenhuma musica própria.

como está o ritmo de shows e ensaios?

ensaiamos 1 vez na semana e normalmente tocamos 2 vezes por semana. tocamos em casas noturnas daqui de recife, como audrey, downtown, the pub… e também em festivais, festas… difícil falar tudo.

existe alguma banda que serviu como inspiração ou vocês geralmente fazem uma misturada com o que cada um gosta de ouvir?

acho que jorge ben é a principal inspiração mas tem muito do nosso gosto.

como surgiu o convite para abrir o próximo show dos los hermanos em recife? curtem a banda? estão ansiosos?

não sei bem a história… nosso produtor ligou e deu a notícia em um ensaio nosso, todo mundo enlouqueceu. se curtimos a banda? 😀 tá de onda né?? ansioso não da pra dizer.. nem caiu a ficha!

qual a pretensão da banda? onde querem chegar?

tocar… ai quando chegar lá, tocar de novo.

e aí, quer saber mais sobre os caras?

perfil no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9258871342540826585

comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105025937

twitter: @sambarockclube

download do ep: http://www.4shared.com/file/vdENOLMu/Samba_Rock_Clube_-_EP.html

[música] charme chulo

rock escancaradamente caipira. sim, isso é possível! e digo mais, com qualidade.

a primeira impressão que tive ao ver o clipe da música mazzaropi incriminado da banda charme chulo, uns dois anos atrás, foi: what the fuck is that, dude? um cara magrelo, vestido com uma camisa xadrez, desendonçado e com uma dança esquisita. parei e prestei atenção e não é que a música me contagiou? uma batida de viola caipira misturada com o bom e velho rock ‘n roll, sensacional! boas melodias, boa letras, bons músicos e uma ótima voz a frente disso tudo.

esse ano a banda lançou seu mais novo cd “nova onda caipira” mantendo a mesma excentricidade do primeiro EP de 2004, “você sabe muito bem onde eu estou”, e defendendo com unhas, dentes, roupas e jequices a identidade caipira.

vale a pena conferir o som dos rapazes!

indico aqui minha música favorita “piada cruel” e já vos apresento o novo clipe “nova onda caipira” (depois alguém me fala se só eu achei o ator do clipe parecido com o emile hirsch no filme into the wild?)

agora aumenta o som, dá o play e me diz que tal!

no myspace: http://www.myspace.com/charmechulo

no twitter: @CharmeChulo

no youtube: http://www.youtube.com/user/charmechulo

site oficial: http://www.charmechulo.com.br/